Dialética das diferenças

2 Responses

  1. Pedro says:

    Semcor, você tocou numa questão chave. Nós vivemos num sociedade pós-moderna, regida por uma cosmovisão humanista, onde o certo e errado são basicamente definidos pelas circunstâncias e por experiências passadas. O absoluto vai gradualmente perdendo espaço para o nosso relativo, que vai tirando o valor essencial das coisas. Por isso, o que tem acontecido muitas vezes é que “eu” é que decido o que é essencial. Usar saia abaixo do joelho é essencial, pregar com um paletó é essencial, mas não alimentar um faminto as vezes não é tão comodo no momento a caminho da igreja então deixa de ser circunstâncialmente essencial. Relativisamos o que é absoluto para que se molde ao meu gosto.

    Conclusão, muito dos pontos em que somos diferentes derivam de nós mesmos e de nosso orgulho. A verdade é que nos julgamos melhores, ou mais santos do que uns aos outros.

    Parabens Semcor pelo texto! um Abraço!

    Pedro

  2. susi says:

    Você usou duas das minhas palavras preferidas: dialética e diferenças. O discurso sobre a pós-modernidade também gosta delas. Mas se é que estamos vivendo numa era “pós-moderna”, não compreendo o relativismo como sua característica principal (e problema), mas sim o individualismo.

    ei, como tu diferencia essência e base?

    parabéns pelo blog!

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