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O colega Guilherme compartilhou no GReader essa pérola. Uma HQ kind-of-journalism mostrando o pensamento do autor Neil Postman, pesquisador dos estudos culturais relacionados à mídia. Postman é autor dos livros (traduzidos para o português, entre outros):O Desaparecimento da Infância e Tecnopólio: A Rendição da Cultura à Tecnologia. Pelos títulos já dá pra observar como o cara é pessimista, certo? Autores americanos dos estudos culturais e de mídia são assim, mesmo: dificilmente você encontra um meio termo, apenas extremos (basta ver o quanto Henry Jenkins é um cara super otimista).

A HQ abaixo mostra as ideias de Postman no livro Amusing Ourselves to Death: Public Discourse in the Age of Show Business, que ainda não foi lançado no Brasil, mesmo sendo de 1986. É conveniente falar que a HQ mostra como o pensamento de Huxley é o mais próximo da realidade contemporânea em detrimento do de Orwell. Isso, obviamente, soa um tanto oportunista, tendo em vista que o futuro apresentado por Orwell já passou (regimes fascistas, oi?) – e o enunciado dá a entender que suas ideias falharam. Porém, trago pra vocês porque, além de ter óbvios insights interessantes, é uma espécie de resumão dos conceitos culturais apresentados pelos autores em duas das obras literárias mais importantes do século passado: Admirável Mundo Novo e 1984. Preciso nem dizer que a leitura das duas é obrigatória, né?

Clique no “Leia mais” para ver a HQ inteira.

Via

Eis o belo trailer que a Companhia das Letras fez para o lançamento do novo romance de João Paulo Cuenca. O único final feliz para uma história de amor é um acidente*. Não vou nem falar de sinopse: vale mais a pena ouvir o próprio autor lendo o trecho inicial da sua nova obra. Cuenca é considerado, junto a Daniel Galera, como parte dos novos autores brasileiros que merecem atenção. Seu estilo é mais poético que o de Galera e dele eu li, recentemente, Corpo Presente – que achei intacto no Sebo Cultural. O livro é bem bacana e Cuenca tem um caminho muito seu de falar do cotidiano, cheio de uma pegada crônica. Seu novo livro, assim como o O Dia de Mastroianni, entram para a wishlist.

* Eu, particulamente, tenho problemas com esse título. Mas talvez essa seja a intenção de Cuenca, pois dentro da frase já está instalada uma polêmica. Diferente do belíssimo título do último romance de Marçal Aquino (Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios), Cuenca usa a retórica do “grande” tanto para chamar atenção, quanto para cutucar pela curiosidade que gera ao seu argumento como autor.

Alguns cliques que fiz no ensaio aberto do espetáculo Ponto de Vista, no último sábado. É a nova empreitada da galera da ACena (Fazendo Arte) e vale muito a pena. Saiba mais sobre a temporada no blog do grupo.

As fotos estão liberadas para divulgação, mas dê o crédito a Ricardo Oliveira, também conhecido como eu mesmo.

Abaixo você confere o meu retorno aos vídeos experimentais que eu investi tanto, tempos atrás. Registrei trechos do espetáculo e editei uma brincadeira visual que espero que os agrade. Dê preferência a assistir em HD:

Este é o retorno do canal do Diversitá no YouTube. Aproveite e se inscreva!

É tendência, amigos: tire algo de contexto que você pode achar uma grande ideia. Foi assim com o Tumblr mais famoso e genial de 2010 e é exatamente assim com esse mashup feito pelo Classy Hands. Trata-se de uma remixagem com o melhor filme sobre adolescentes de todos os tempos, Curtindo a Vida Adoidado. O vídeo não utiliza uma cena sequer que não seja da obra-prima de John Huges e faz com que ele se transforme no filme de David Fincher, Clube da Luta. Como? Brincando de edição. Assista e entenda.

Belezura essa pérola que apareceu só hoje para mim. Para se promover, o jogo Red Dead Redemption, já aclamado como uma nova obra de arte da grande Rockstar Games (a mesma da série GTA), lançou um curta-metragem. Sim, um curta todo produzido a partir da engine e no mundo do jogo. Dirigido por John Hillcoat (o cara de A Estrada Perdida, que eu ainda não vi), o produto final ficou bem bacana. Prova de que, quando sabe dirigir, não é o suporte que faz diferença, mas sim o modo de ver e contar uma história. Não estamos falando de algo espetacular, porém, o resultado é algo envolvente e que tem estilo. O filme tem influências do cinema de Clint Eastwood e no final  há um certo clima do James Grey de Os Donos da Noite.

Red Dead Redemption está disponível apenas para PS3 e Xbox 360, o que deixa um PC gamer como eu bem triste.

A dica foi do colega cineasta Vebis Jr.

Recebi e faço questão de repassar e debater o assunto com vocês.

Trechos do release oficial e na sequência minha opinião:

A cidade de João Pessoa vai ganhar a sua primeira megastore. A partir desta quinta-feira, dia 22, estará em funcionamento, no primeiro piso do Manaira Shopping, a Livraria Leitura. O espaço reflete um conceito de shopping cultural e integra numa área de mil metros quadrados ambientes para cultura e entretenimento de toda a família.

A Livraria Leitura chega como a maior do estado paraibano. Com mais de 30 mil itens (pretendendo alcançar o número de 50 mil até o final do ano) entre livros, CDs, DVDs, Blu-ray, games, jogos educativos, informática, papelaria e presentes, o empreendimento conta com ambientes de cybercafé, leitura – inclusive infantil – lançamentos de livros e eventos culturais.

No lugar prevalecerá um espaço cultural de um público altamente qualificado. “A idéia é que aqui sejam feitos lançamentos de livros, poesias, música regional, filmes, contadores de histórias para crianças, que seja, realmente, um ambiente voltado para o desenvolvimento cultural da cidade”, destacou o sócio-empresário Marcus Teles.

O que dizer?

Até que eu conheça os serviços da Livraria Leitura, só posso comemorar. Afinal, foi nas últimas semanas que recebemos a notícia de que duas livrarias na cidade estavam fechando…Logo, esta chegada é no mínimo um novo fôlego importante. Vê-se pela frequência de visitantes da concorrente direta da Leitura (a Saraiva, no mesmo Manaíra Shopping) que temos sim público para uma megastore desse nível. Sim, queremos tomar um café com os amigos (ou sozinhos mesmo) depois das compras literárias. O que esperamos é poder encontrar por lá não algum tipo de adaptação preconceituosa com o nordestino, trazendo pouco material de nicho, raro ou de “cauda longa” como a gente diz no marketing. Queremos sim comprar DVDs difíceis de encontrar, poder encomendar livros com conforto e, principalmente: ser atendidos com qualidade, respeito e sem a soberba comum nos atendentes das livrarias por aí. Será bacana ver a guerrinha entre as duas livrarias (pelo amor de Deus, não inventem um cartel de livros!) para conquistar diferentes públicos, com descontos e afins. Nós é que saímos beneficiados.

A gente se vê por lá, descobrindo as promoções.

Tarantino atuou em alguns dos seus filmes, mas nunca como aqui. Em À Prova de Morte ele interpreta Warren, o dono do bar tipo mexicano que suas girls vão curtir. Sua brincadeira metalinguística é frequente, mas chega a um dos melhores momentos quando pede para uma funcionária do bar acender as luzes do estacionamento. Quem está lá é Arlene (Vanessa Ferlito e seu olhar matador), distraída com a chuva. Num trecho anterior ela estranhou um carro vintage, preto, parado em frente ao outro bar que ela e suas amigas visitaram. Quando Warren faz com que as luzes se acendam, é Tarantino quem faz sua atriz olhar para o lado e constrói a atenção de Arlene para o estacionamento: está lá o carro misterioso, com uma grande caveira no capô. A brincadeira cênica nos leva para o fato mais importante: o carro do Stuntman Mike traz para Arlene um fascínio que faz com que ela se levante e o observe mais atentamente. Temos então um objeto inanimado que é símbolo duplo para a primeira parte do filme. O carro, ao mesmo tempo que é “à prova de morte”, é a própria morte chegando (como na tradição do seu diretor preferido, Briam De Palma, o carro das garotas é vermelho). O que veremos no segundo trecho é Tarantino trabalhar uma vingança metalinguística, fora do campo diegético (ou seja, que não é parte da história que vemos): só nós espectadores entendemos a “real importância” do que o trio girl-power faz ao final. Elas se vingam pelo que viveram em poucos minutos; nós nos vingamos pelo que vivemos com as personagens de Tarantino antes e depois.

Este post faz parte da série “Teoria dos Objetos Inanimados”, baseada na premissa iniciada por Paul Auster em seu livro “Homem no Escuro”. Leia outras análises a partir da teoria.

Criatividade é outra coisa, né? O traço delicado do cara do “Stuff No One Told Me” é bem bacana.

Graças a conversas sobre barulho cinema que vem rolando no Twitter durante as ultimas semanas, especialmente entre o pessoal da Cenário Cultural, hoje tive a ideia de começar essa campanha. Sugeri à galera da revista e eles toparam apoiar colocando o nome em jogo na empreitada.

Não tem mistério: a gente quer paz assistindo os filmes, sem nenhum tipo de hipocrisia. Eu, quando tinha meus 15 anos, dava uns berros quando via o Homem-Aranha detonando o Dr. Octopus em cima do metrô em movimento. Mas eu não ficava conversando a mais, atendendo celulares, assistindo TV, chutando a cadeira dos outros. Quando eu chuto sem querer, se foi uma porrada feia mesmo, faço questão de pedir desculpas. Não é pra me exibir, mas é isso que eu gostaria que as pessoas fizessem quando chutam minha poltrona no cinema.

A campanha “Seja Educado Nas Salas de Cinema” é impulsionada pela tag #SilencioNoCine que está bem propagada pelo Twitter. O blog já teve, em 2 ou 3 horas no ar, mais de 200 acessos. Lá tem uma seção chamada “Conte sua História”, que já está recheada de narrativas sobre tosquices de quem é cinéfilo e espera poder assistir seus filmes em paz.

A campanha, enfim, é para quem acredita que o cinema ainda pode ser um lugar mágico, de imersão para ver boas histórias e de entretenimento relax.

Gostou? Retuite, promova no Orkut, espalhe o e-card e conte sua história lá no blog. Só vamos parar quando todo mundo estiver tuitando: “hoje eu fui ver o blockbuster “X” e era impressionante como a galera tava animada e respeitando todo mundo”. #utopia_feelings? Pode ser, mas eu vou continuar tentando.

Abaixo, algumas tuitadas com a tag:


Colabore com a campanha pela boa educação no cinema. Salve e dissemine: http://migre.me/Xl03 (via @diversita)less than a minute ago via web


noossaa, tudo pelo #silencionocine tambémm, por favoor! não tem coisa + irritante q mané fazendo o inconveniente inveterado, na sala, não!less than a minute ago via HootSuite


Já contei a minha história, e vc, nãoq uer compartilhar a sua? Campanha #silencionocine Vamos aderir! http://diversita.com.br/silencio/less than a minute ago via Echofon


Alguém precisa levar esse cartaz para a sessão de ‘Eclipse’ #SilencioNoCine! http://twitpic.com/25l2g0less than a minute ago via TweetDeck


É sexta-feira: o projeto Som das Seis traz Móveis Coloniais de Acaju, às 18h, gratuitamente no Ponto de Cem Réis. Hoje, a banda lança seu novo videoclipe, da música “Adeus”, a partir do registro feito em Janeiro. Dizem as lendas que isso vai render um DVD, que até já foi transmitido no Canal Brasil. A gente espera que saia logo mesmo.

A gente se vê por lá.